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Ex-chefão da Sony diz que jogos deveriam custar US$115
Os consumidores são unânimes em dizer que os jogos atualmente são caros demais, mas para o ex-presidente da Sony na Europa, Chris Deerin, eles deveriam custar ainda mais, como 70 libras (aproximadamente 115 dólares), o dobro do que custam hoje.
Falando ao site do jornal MCV, Deerin considerou que os jogos de ponta, em um cenário ideal, deveriam ser caros assim para que a indústria de games pudesse prosperar como no passado. Mas o executivo não espera que os consumidores aceitem pagar tanto por um jogo, embora os custos de produção tenham se multiplicado por algumas dezenas nos últimos anos. “Os consumidores não vão gastar mais, mas para criar um jogo, os produtores estão tendo que gastar mais que nunca. Esse é o problema chave. O custo de desenvolvimento é dez vezes o que era no PS2, e cerca de 20 a 50 vezes mais do que no PSOne.”, explicou.
No começo da semana, lojas no Reino Unido avisaram que a Activision irá lançar Modern Warfare 2 por £54.99 na região, graças à desvalorização da libra em relação ao euro. Até então, o preço dos jogos de ponta no Reino Unido era praticamente fixado em £40. Aparentemente, essa será a tendência para todos os lançamentos que virão em seguida naquela região.
Fonte retirada aqui.
Leia MaisDiretor leva aos cinemas britânicos filme que custou 50 euros
Mark Price é funcionário de uma empresa de mensagem que quebrou paradigmas com seu primeiro filme, “Colin”, ao conseguir que fosse exibido em todo o Reino Unido, apesar de a produção ter sido rodada com um orçamento de 45 libras – 50 euros.
O orçamento “exorbitante” foi destinado a “comprar chá, café… e alavancas” – chave no cenário do longa-metragem-, explicou à Agência Efe Price, que confirmou que o filme será exibido em outubro em Sitges, nordeste da Espanha, no Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha.
O britânico, de 30 anos, é roteirista, diretor e produtor deste filme, que chegará às salas britânicas coincidindo com o Halloween, em 31 de outubro, e que conta a história de um zumbi a partir de uma perspectiva diferente da habitual: a do próprio morto-vivo.
O ator Alastair Kirton interpreta Colin, um homem que é mordido por um zumbi, morre e ressuscita como um deles.
A gravação foi realizada entre Gales e Inglaterra, começou em agosto de 2005 e sua montagem durou 18 meses.
Para o filme foram utilizadas apenas “duas câmeras domésticas”, ressaltou Price como exemplo da falta de recursos que a produção enfrentou para ser lançada.
As tarefas de edição foram feitas pelo próprio Price no escritório onde trabalha -situado em Londres- com a única ajuda de um computador e alguns softwares básicos, como o Adobe Premier 6, um aplicativo “muito antigo”, nas palavras do próprio diretor.
Durante os 97 minutos de filme, a profusão de sangue que caracteriza o gênero escorre pela tela, com cenas especialmente violentas, como uma em que se crava uma estaca no olho de uma das vítimas e que faz parte do trailer disponível em www.nowherefast.tv.
Para recriar o sangue foi usado “corante alimentício – fornecido por um amigo- misturado com água quente”, explicou Price.
Apesar de ter recebido no ano o prêmio especial do júri do festival de cinema de Revenant (Seattle, Estados Unidos) – especializado em filmes sobre zumbis – a busca de uma distribuidora, incluindo uma visita ao Festival de Cannes, não foi fácil.
“(Em Cannes) Não tinha nada a perder, portanto pedi emprestado a um amigo calças, mas eram grandes demais e caíam. Encontrei uma loja barata com algumas por 10 libras (11,6 euros), e uma camisa branca de 35 libras (40 euros), portanto só ir a uma projeção custou mais que meu filme”, contou ao “The Daily Telegraph”.
O longa-metragem pôde ser realizado com orçamento tão baixo graças também ao uso das redes sociais Facebook e MySpace, através das quais Price convocou pessoas para completar sua equipe, formada por cerca de 100 indivíduos, embora a maioria tenha sido só “amigos e amigos de amigos”.
O filme recebeu críticas positivas entre os amantes do cinema de terror e continua utilizando a internet para se promover.
“Gosto de que as pessoas tenham a oportunidade de ver o filme, mas não acho que vamos fazer uma fortuna com ela”, disse o criador do projeto, que assegurou que se conformaria em ganhar o suficiente para poder rodar o próximo longa.
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